Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”.
O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, mostra ao aluno que não há necessidade de se seguir a norma culta para a regra da concordância. Os autores usam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. Em um outro exemplo, os autores mostram que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.
Ao defender o uso da língua popular, os autores afirmam que as regras da norma culta não levam em consideração a chamada língua viva. E destacam em um dos trechos do livro: “Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para norma culta como padrão de correção de todas as formas lingüísticas”.
E mais: segundo os autores, o estudante pode correr o risco “de ser vítima de preconceito linguístico” caso não use a norma culta. O livro da editora Global foi aprovado pelo MEC por meio do Programa Nacional do Livro Didático.

5 comentários:
Não sei para que a gente precisa estudar, podemos falar do gento que der na nossa cabeça.
Isso que o nossos governantes querem da gente: sempre ser um povo sem nenhuma cultura.
Caro Jonas Lorenzini, boa noite.
Não é bem assim, pelo menos se considerarmos o enfoque do tema por outro ângulo.
A questão não é falar do jeito que nos der na cabeça, mas em conformidade com o contexto em que a situação de comunicação está inserida.
Falar de modo diverso do que define a gramática normativa não significa não ter cultura, mas se trata de uma cultura diferente [nem melhor, nem pior].
O problema está em achar que quem fala "nós vai" não tem cultura. Isso é um engano e um preconceito linguístico.
Grande abraço e obrigado pelo comentário.
Caro Jonas Lorenzini, boa noite.
Não é bem assim, pelo menos se considerarmos o enfoque do tema por outro ângulo.
A questão não é falar do jeito que nos der na cabeça, mas em conformidade com o contexto em que a situação de comunicação está inserida.
Falar de modo diverso do que define a gramática normativa não significa não ter cultura, mas se trata de uma cultura diferente [nem melhor, nem pior].
O problema está em achar que quem fala "nós vai" não tem cultura. Isso é um engano e um preconceito linguístico.
Grande abraço e obrigado pelo comentário.
Caro Professor, adorei os seus dois artigos sobre o assunto e coloquei um "link" para essa postagem no meu blog em reinaldosagica.blogspot.com
Continue sempre trazendo a luz do conhecimento para todos.
Caro Prof. Reinaldo Sagica,
Grato pelo comentário. Já estou lá no seu excelente blog.
Grande abraço!
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