sábado, 2 de junho de 2012

Projeto Travessia 2012 - Memorial Eletrônico 4 [Camaragibe - PE - GRE Metropolitana Sul]

Atividades mediadas pelos professores Diógenes Afonso e Raquel Suiene no Projeto Travessia [Escola Torquato de Castro - Aldeia - Camaragibe - PE].

Projeto Travessia 2012 - Memorial Eletrônico 3 [Camaragibe - PE - GRE Metropolitana Sul]

Atividades integradoras mediadas pelos professores Diógenes Afonso e Raquel Suiene no Projeto Travessia [Escola Torquato de Castro - Aldeia - Camaragibe - PE].

domingo, 27 de maio de 2012

Projeto Travessia 2012 - Memorial Eletrônico 2 [Camaragibe - PE - GRE Metropolitana Sul]

Atividades integradoras mediadas pelos professores Diógenes Afonso e Raquel Suiene no Projeto Travessia [Escola Torquato de Castro - Aldeia - Camaragibe - PE].

Projeto Travessia 2012 - Memorial Eletrônico 1 [Camaragibe - PE] - GRE Metropolitana Sul]

Atividade integradora mediada pelos professores Diógenes Afonso e Raquel Suiene no Projeto Travessia [Escola Torquato de Castro - Aldeia - Camaragibe - PE].

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Uso de "Junto A/Junto DE"


Observe as construções que se seguem:

  1. Junto ao* poste, via-se um cão perturbado pelo intenso movimento dos automóveis que passavam velozes.
  2. Junto do presidente, encontravam-se ministros, governadores, prefeitos e jornalistas.
  3. O cliente deverá quitar suas dívidas junto ao banco, no primeiro dia útil, após o feriado prolongado.
  4. Em caso de dúvida sobre o pagamento do IPTU, o cidadão deve solicitar informações junto à prefeitura de sua cidade.  

Elas teriam, quanto ao uso e ao sentido das expressões em destaque, alguma identidade? Claramente, pode-se perceber que o sentido em [1] e em [2] é diferente das ocorrências em [3] e em [4].

Em [1] e em [2], aflora o sentido de "perto de, ao lado de, próximo a". O mesmo não se pode dizer quanto aos itens [3] e [4].

As relações de sentido, presentes nos dois primeiros exemplos, motivam o grito dos chamados "puristas da língua" contra as construções do tipo [3] e [4]. Direi, numa primeira análise, ser este grito justo, se nos limitarmos, apenas, ao sentido das referidas expressões, tal como aparece em diversos dicionários.

Assim, há de se considerar o fato de os sentidos em [1] e em [2] não serem "transferíveis" para [3] e [4], pois os falantes não quitam suas dívidas "perto do/ao lado do banco", nem solicitam informações "perto da/ao lado da prefeitura". Os falantes, diante dessa situação real de interação social e comunicativa, quitam suas dívidas "com o banco" e solicitam informações "à prefeitura".

No entanto, não se pode deixar de atentar para o uso de tais locuções com sentido diverso de "perto de, ao lado". Vai-se notando, frequentemente, a presença delas em textos jornalísticos, correspondências e em algumas peças processuais, por exemplo.

O que se fazer, então? Nada mais simples do que respirar o contexto comunicativo em que o uso de junto a / junto de se fizer necessário. Em situações formais de comunicação escrita ou oral, respeite-se o sentido de "perto de/ao lado de" [como ocorre em [1] e em [2]]. Aqui, cumpre-se observar a variante padrão.

Diante da possibilidade do uso de junto a / junto de, no contexto de outra variante linguística, fique à vontade, pois não "inflói, nem contribói". Tem-se mesmo é que arrumar dinheiro para quitar a dívida junto ao banco e solicitar informações junto à prefeitura.

______________________

* Considere-se, aqui, a locução prepositiva como aparece na construção, isto é, em situação de combinação - A + O [1 e 3] e de contração - DE + O/A + A [2 e 4].

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sai a lista com os dez primeiros colocados da UFPE-2012

Primeiro colocado da UFPE é de música

Do NE10

Atualizada às 10h41

Priscila Gama Santana, fera de Música (Bacharelado), conquistou o 1º lugar
Fotos: Hélia Scheppa/JC Imagem

A Comissão de Vestibular (Covest) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) acaba de divulgar os nomes dos primeiros colocados no Vestibular 2012 da instituição. Como no Vestibular 2011, um fera do curso de música teve a melhor nota.

Priscila Gama Santana - Música (Bacharelado) - 8,7033
Leon Luciano Silva Guimarães - Música (Licenciatura) - 8,6589
João Pedro Cavalcanti Pereira - Conj. Engenharias/CTG - 8,4633
Giuliana Warda Scola de Moraes - Conj. Engenharias/CTG - 8,4281
Ana Carolina Borges de Oliveira - Direito - 8,3927
Marcos Vinicius Nunes de Souza - Medicina - 8,3668
Felipe Macedo de Moraes Pinto - Conj. Engenharias/CTG - 8,3415
Bruno Alves da Mota Rocha - Medicina - 8,3290
Rodrigo Vitor Castro Alves de Mello - Engenharia da Computação - 8,2488
Fernanda Lima da Silva - Direito - 8,2040

O primeiro lugar de cada um dos nove grupos ganha um tablet da Apple (o Ipad 2). No caso do primeiro lugar das escolas públicas, além dele, a instituição de ensino onde estudou terá o mesmo prêmio.



RANKING João Pedro, que na UPE ficou em 1º lugar, conquistou o 3º na UFPE

A primeira colocada tem 21 anos e, em 2008, ingressou no curso de Psicologia, também na UFPE. Resolveu abandonar o curso e tentar formação no que gostava de fazer.  Ela toca flauta desde os sete anos e se deu bem na prova de aptidão. "Não esperava ficar em 1º lugar. Acho que consegui porque tive boa nota no Enem, que é uma prova que exige mais raciocínio do que conhecimentos, que eu já nem lembrava", conta.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Listão da UFPE será divulgado na próxima quinta

Do NE10

Ilustração: NE10

A expectativa dos mais de 40 mil feras que concorrem a uma das vagas oferecidas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) acaba na próxima quinta-feira (12). A Covest anunciou que o listão do Vestibular 2012 será divulgado às 10h, na sede da instituição, localizada no bairro do Derby, no Recife.

O resultado também poderá ser conferido no Portal NE10 e no site da Covest (www.covest.com.br). O listão estava previsto para ser divulgado até o dia 31 de janeiro, mas com a antecipação das notas do ENEM, a Comissão do Vestibular decidiu adiantar o processo.

PRIMEIROS COLOCADOS
- Os dez primeiros colocados serão anunciados uma hora antes do listão, às 9h. A premiação deste ano será diferente das de anos anteriores. O primeiro colocado de cada um dos nove grupos vai ganhar um tablet da Apple (o Ipad 2). O primeiro lugar de escola pública também vai receber o mesmo prêmio, assim como o estabelecimento de ensino onde ele estudou.

domingo, 11 de dezembro de 2011

IFPE divulga gabaritos de provas do vestibular

Os feras que participaram do processo seletivo para ingresso no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) já podem conferir os gabaritos e as provas realizadas na manhã deste domingo (11). Os links estão disponíveis no site da instituição [clique aqui].

Os cursos técnicos do IFPE oferecem 3.028 vagas e 560 graduações de nível superior. Este ano, 70% das vagas disponíveis nos cursos superiores serão disputadas por meio do vestibular tradicional, e, o restante (30%), através do Sistema de Seleção Unificado (Sisu).

PROVAS - Os alunos dos cursos técnicos inscritos na modalidade integrado, fizeram provas de português e matemática. Os que concorrem na modalidade subsequente, além de português e matemática responderam a questões de uma disciplina específica, de acordo com o curso escolhido (física, química ou biologia).

Já os que concorrem a vagas nos cursos superiores, além de responder a questões de português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, filosofia e língua estrangeira (espanhol ou inglês), fizeram uma redação.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sobre erros de grafia

Por Sírio Possenti*

Quase todos acham que cometer erros de grafia é o fim do mundo, um sinal de ignorância. Mas não são erros mais graves do que outros (os contábeis, principalmente). Além disso, em geral, esses erros são excelentes pistas para aprender sobre a língua e sobre o sistema de escrita.

Primeiro, o sistema de escrita: a chamada escrita alfabética não é nem fonética (um símbolo para cada som) nem fonológica (um símbolo para cada fonema). Em uma escrita fonética, “tio” teria tantas grafia quantas fossem as pronúncias ([t] ou [tch] no começo, [o] ou [u] no final, fora os sons intermediários). Uma escrita fonológica implicaria que escrevêssemos /caza/ (ou /kaza/) em vez de “casa” e /sinema/ em vez de “cinema”.

A escrita fonética de “final” seria [final] ou [finau] (ou [finaw]), conforme a pronúncia, mas a fonêmica seria sempre /final/ (como prova o “l” em “finalidade”).

E como escreveríamos “peixe”? Foneticamente, [pexe] ou [peixe] (ou [peyxe] – estou sem um bom símbolo para o som que escrevemos com “x” ou “ch”). Fonemicamente? Hoje, /peixe/. No futuro, quem sabe seja /pexe/.

Crianças aprendendo a escrever, adultos com pouca escolaridade ou prática e cronistas anteriores às leis ortográficas fazem, todos, o mesmo tipo de escolhas. Digamos, para simplificar, que cometem os mesmos tipos de “erros”. Empregam grafias diversas e juntam palavras que os mais experientes (ou os mais recentes) separam.

Analistas apressados podem chegar a diagnósticos severos (por exemplo, de dislexia) em relação a esses escreventes. Mas, de fato, trata-se apenas de: a) instabilidade do sistema ortográfico (casa / caza; borracha / borraxa); b) de grafias baseadas na pronúncia, que é variável (menino / mininu), em hipercorreção (se “peixe”, por que não “badeija”; se “menino”, porque não “menistro”; se “final”, porque não “degral”?). Para um aprendiz, convenhamos, não é nenhum desastre.

Um aluno que comete estes erros, evidentemente comete erros. Afinal, a grafia correta está definida em lei! Mas seus erros não são devidos à falta de atenção ou a algum tipo de déficit cognitivo. Podem, ao contrário, ser resultado de hipóteses inteligentes, embora erradas, e de generalizações que não deveriam fazer, mas que, na fase de aprendizagem em que estão, são comuns e demonstram independência intelectual e inventividade.

Em um texto famoso de Mattoso Câmara sobre o assunto, uma análise chama particular atenção. O lingüista encontrou diversas grafias para a palavra “silvou” (no ditado de “a serpente silvou”). Elas são devidas especialmente à instabilidade do “l” em sua relação com “u” em final de sílaba e de “u” em sua relação com “o” em posição átona: silvou, silvol, siuvou, siovol  etc. A pronúncia é sempre a mesma, é importante observar.

O caso mais interessante é silivou. Diz Mattoso Câmara que o acréscimo de “i” depois de “l” é uma manobra do aluno (de 12 anos !!!) para manter o “l”. Sua explicação: como já que o “l” flutua em final de sílaba (é pronunciado [l] ou [u]), mas é fixo no começo, ao colocar uma vogal depois dele, o aluno garante que o “l” esteja em começo de silaba e, assim, não se vocalize (não se “confunda” com u).

Que diferença poder ler uma análise de quem conhece o assunto!!

*Professor-titular do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de livros sobre gramática e Língua Portuguesa, e também sobre humor e análise do discurso.


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