quinta-feira, 2 de julho de 2015

Regência Verbal e Crase


O que não justificaria o uso do acento indicativo da crase no segmento grifado?

O princípio básico para que ocorra a crase reside no esquema abaixo:

1. [Termo regente exige preposição A] + [Termo regido admite o artigo definido feminino A(S)] = A + A(S).

Exemplos:

a. Obedeceu [A] + [A] família = Obedeceu À família.
b. Referiu-se [A] + [A] família = Referiu-se À família.

A estrutura [A] + [A] não está presente na parte destacada do texto [conferir imagem]. A estrutura é:

1. DESTRUIR [Termo regente é um verbo que não exige preposição A] + FAMÍLIA [Termo regido que admite o artigo definido feminino A].

Desse modo, o que não justificaria o uso do acento indicativo da crase é, exatamente, a ausência da preposição exigida pelo verbo.

Correção: 

...destruir A família. [O A é apenas um artigo definido feminino].

Prof. DiAfonso

segunda-feira, 22 de junho de 2015

DESAFIO FCC 01 - Concordância Verbal


As letras A, B, C e D apresentam relação de concordância entre verbo e núcleo do sujeito a partir da regra geral: verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e em pessoa.

As referidas opções não dão margem para que a forma verbal também possa flexionar no plural. Vejamos:

A] Núcleo do sujeito é "praga" [singular] ==> "devastou" [singular];

B] Núcleo do sujeito é "característica" [singular] ==> "ajuda" [singular];

C] Núcleo do sujeito é "mundo" [singular] ==> "aponta" [singular];

D] Núcleo do sujeito é "mercado" [singular] ==> "atrairá" [singular].

A opção E, no entanto, é regida por uma regra especial. O sujeito traz em sua estrutura uma expressão partitiva [expressão que indica a parte de um todo] seguida de um determinante no plural. Nesse caso, defende-se que se pode concordar com o núcleo da expressão partitiva [no singular] ou com o núcleo do determinante [no plural]:


  • E] A maior parte das propriedades da Costa do Cacau [...] utiliza o sistema cabruca...

1ª possibilidade de concordância -

  • A maior parte de[as] ==> expressão partitiva que tem como núcleo "parte" [singular], verbo no singular.

ou

2ª possibilidade de concordância -

  • as propriedades da Costa do Cacau ==> núcleo do determinante "propriedades" [no plural], verbo no plural.

Portanto, a letra E resolve a questão proposta.

Prof. DiAfonso


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sábado, 25 de abril de 2015

Pronomes Demonstrativos e Concordância Verbal


Que desvios, segundo a norma dita padrão, ocorrem no texto abaixo?

1. O primeiro desvio é facilmente identificado se associarmos as duas linguagens: a verbal e a não verbal.

Numa perspectiva espacial, o pronome demonstrativo de 1ª pessoa [ISTO] está sendo usado de modo inadequado, pois o objeto "livro" se encontra próximo do ouvinte ou interlocutor. Segundo a norma padrão, o pronome indicado deveria ser ISSO [2ª pessoa]. Veja o esquema abaixo:

1ª PESSOA - ESTE[S], ESTA[S], ISTO - o objeto se encontra próximo do falante ou locutor.

2ª PESSOA - ESSE[S], ESSA[S], ISSO - o objeto se encontra próximo do ouvinte ou interlocutor.

3ª PESSOA - AQUELE[S], AQUELA[S], AQUILO - o objeto se encontra distante do falante e do ouvinte.

2. O segundo desvio diz respeito à concordância verbal com o pronome apassivador SE. O verbo deveria concordar com o núcleo do sujeito "softwares".

"[...] que se INSTALAM novos SOFTWARES no Sistema Operacional cerebral!"

Prof. DiAfonso

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domingo, 5 de abril de 2015

Pontuação e Concordância Verbal


Que "apagão" o redator "provocou", segundo a norma padrão para textos escritos?

Na verdade, é possível elencar dois "apagões" provocados pelo redator:

- o primeiro diz respeito à ausência de vírgula para separar a primeira oração ["Há apagão do governo"] da segunda ["e oposição e PMDB sabe aproveitar"]. Como se sabe, o uso da vírgula antes do conectivo "E" [com valor de adição de ideias] é "desautorizado" em textos formais escritos. Entretanto, se houver - nas duas orações ligadas pelo "E" - sujeitos diferentes, emprega-se a vírgula separando a primeira da segunda.

É o que ocorre na manchete indicada para análise. Nota-se que, embora não exista sujeito na primeira oração [o verbo HAVER é impessoal], na segunda, o sujeito é composto ["oposição e PMDB"]. E, aqui, chega-se ao segundo "apagão":

- a segunda oração contém um desvio quanto à regra geral para sujeito composto anteposto ao verbo. Diz a norma que, sendo o sujeito composto e anteposto ao verbo, este deverá ir para o plural. Vê-se que a forma verbal "sabe" se encontra no singular.

Atualizando a machete de acordo com o que prescreve a norma para o emprego da vírgula entre orações e para a concordância verbal, teremos:

"Há apagão do governo, e oposição e PMDB SABEM aproveitar, diz cientista político"

Prof. DiAfonso

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quarta-feira, 18 de março de 2015

Qualqueres ou Quaisquer?


Plural do Pronome Indefinido QUALQUER

Formado pelo processo de composição por justaposição [QUAL + QUER], o pronome indefinido QUALQUER só deve flexionar o pronome QUAL, já que o último elemento da composição é um verbo:

QUAL ==> QUAIS
QUER ==> sem flexão

=
QUAISQUER.

Em quaisquer situações, devemos nos portar com altivez.

Prof. DiAfonso

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Por que PÃES e não PÃOS?


Plural de Substantivo em -ÃO

Apoiando-se nos estudos tradicionais ou na abordagem linguística dos fatos da língua, alguns dos mais importantes autores tratam o plural das formas em -ão, teorizando a partir de critérios diversos, ora pela via tradicional, ora pelos estudos linguísticos.

Aqui, cabe-nos apontar uma possibilidade não de todo descartada, ainda que baseada em estudos tradicionais, sobre o plural da palavra PÃO.

Segundo Napoleão Mendes de Almeida, em sua Gramática Metódica da Língua Portuguesa [curso único e completo] - 16ª ed., São Paulo; Saraiva, 1963 -, grande parte do léxico da língua portuguesa tem origem no latim vulgar [óbvio].

Baseado nisso, Napoleão Mendes vai buscar a formação do plural da palavra PÃO no latim e não na língua portuguesa. Dessa forma, a justificativa para o plural PÃES - e não PÃOS - estaria no próprio processo de pluralização dessa palavra e de outras na língua latina:

PANES [latim] => o N intervocálico desaparece ao passar sua nasalização para a vogal anterior: PA[N]ES = PÃES.

LEONES [latim] ==> LEO[N]ES = LEÕES

CANES [latim] ==> CA[N]ES = CÃES

Vale dizer que o critério adotado pelo referido gramático se apoia na abordagem diacrônica da língua, e isso, de certo modo, inviabiliza um tratamento didático eficiente, pois não se estuda mais a língua latina nas escolas.

Prof. DiAfonso

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Concordância Verbal


Que desvio de norma padrão, para textos escritos, pode-se verificar no texto verbal, presente na imagem?

A forma verbal TEM está em discordância com o sujeito ELAS. Aqui, um princípio básico de concordância entre verbo e núcleo do sujeito foi desconsiderado: 

O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e em pessoa.

  • Núcleo do sujeito: ELAS [3ª pessoa do plural]
  • Forma verbal: TÊM* [3ª pessoa do plural]
  • Elas têm veneno...

Note-se que este princípio foi respeitado em relação à forma verbal que se segue: [ELAS] CONTROLAM...

* TEM, sem acento circunflexo, representa a 3ª pessoa do singular. 

Prof. DiAfonso 

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