quarta-feira, 27 de março de 2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A implementação do Acordo Ortográfico e o Decreto 7875/12 | Decreto nº 7.875, de 27 de dezembro de 2012


Altera o Decreto no 6.583, de 29 de setembro de 2008, que promulga o Acordo Ortografico da Língua Portuguesa.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, DECRETA:

Art. 1º O Decreto no 6.583, de 29 de setembro de 2008, passa a vigorar com as seguintes alterações:

"Art. 2º ...........................

Parágrafo único. A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1o de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida." (NR)

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de dezembro de 2012; 191º da Independência e 124º da República.

DILMA ROUSSEFF

Ruy Nunes Pinto Nogueira

Este texto não substitui o publicado no DOU de 28.12.2012

Saiba como é corrigida a redação do Enem

Mais de 72 mil candidatos zeraram a redação. (Foto: Reprodução da internet)

Após a divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012, muitos estudantes ficaram descontentes com a nota obtida na redação e usam as redes sociais para protestar contra a correção. O edital da prova, desde as suas primeiras edições, não prevê que o candidato possa recorrer da nota obtida. Entretanto, todos os anos alguns estudantes conseguem, via ação judicial, que a prova seja revista. Em 2011, foram recebidos pelo menos 100 pedidos judiciais de vista da prova da redação. Desse total, pouco mais de 70 resultaram em pedidos de revisão das notas, mas em raros casos a pontuação foi alterada. 

Em um grupo do Facebook, cerca de  mil candidatos se reuniram para propor uma ação judicial pedindo a revisão das notas. A partir de 6 de fevereiro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) irá disponibilizar o espelho da correção que “explica” ao aluno a nota obtida. A medida foi tomada depois de um acordo firmado entre o Inep e o Ministério Público Federal em 2011.  Mas essa divulgação serve apenas para fins pedagógicos, já que não é possível recorrer do resultado.

Nas redes sociais, os estudantes pedem que o espelho da correção seja divulgado antes do início das inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), marcadas para 7 de janeiro. Os candidatos querem o direito de ver a correção antes que o processo seletivo seja finalizado.  O Inep, entretanto, reafirma que as redações corrigidas só estarão disponíveis em 6 de fevereiro. 

Entenda a correção da prova

A redação do Enem vale 1.000 pontos. Cada texto passa pelo crivo de pelo menos dois professores que avaliam a redação de forma independente – um não sabe qual foi a nota atribuída pelo outro.  A média entre as duas notas resulta na pontuação final. Mas, caso haja uma diferença de mais de 200 pontos entre a nota do primeiro e do segundo avaliador, um terceiro corretor é chamado para analisar a redação.

Caso a discrepância entre as três notas atribuídas pelos corretores permaneça superior a 200 pontos é acionada uma banca examinadora. Formada por três professores que irão corrigir o texto em grupo, será atribuída a nota final do participante.

Como é composta a nota

Os textos são corrigidos levando em consideração cinco competências. Cada um desses “quesitos” vale de 0 a 200 pontos. Somados eles totalizam a nota máxima da redação – 1.000 pontos. As cinco dimensões são:

Competência 1: demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita

Competência 2: demonstrar compreensão da proposta da redação e aplicar conceitos de diversas áreas do conhecimento para desenvolver o tema

Competência 3: demonstrar capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações para defender um ponto de vista

Competência 4: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação

Competência 5: elaborar uma proposta de intervenção ao problema abordado, respeitando os direitos humanos : cada uma vale 200 pontos, totalizando 1.000 pontos.

Tema difícil

O tema da redação de 2012 foi a imigração para o Brasil no século 21. Professores consideraram que o tema foi surpreendente e exigia conhecimento por parte dos candidatos a respeitos do atual momento econômico que o país vive e dos novos fluxos migratórios. Assista ao bate-papo do portal EBC que analisou a prova do Enem 2012.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Governo adia obrigatoriedade das novas regras ortográficas para 2016


O governo brasileiro adiou por mais três anos o início da obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O acordo que visa padronizar as regras ortográficas foi assinado em 1990 com outros países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Com o adiamento, as novas regras, que se tornariam obrigatórias daqui a quatro dias, só poderão ser cobradas a partir de 1º de janeiro de 2016. O novo prazo consta em decreto presidencial publicado hoje (28), no Diário Oficial da União.

No início do mês, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) já havia antecipado que o governo federal adiaria a entrada em vigor do acordo. Na ocasião, o senador, membro da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, disse acreditar que o ideal seria elaborar um outro acordo, com maior participação da sociedade, e que só passasse a valer a partir de 2018.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe assinaram o acordo ortográfico em 1990. Na época, o Timor Leste, que hoje faz parte da CPLP, ainda não era uma nação independente. O país só aderiu ao acordo em 2004, após tornar-se independente.

Cada país deve ratificar o documento assinado e definir os prazos para a entrada em vigor do novo acordo.

Em Portugal, a reforma foi ratificada e promulgada em 2008 e as novas regras entraram em vigor em maio de 2009, com a previsão de se tornarem obrigatórias em seis anos a partir dessa data. No Brasil, o acordo foi ratificado em setembro de 2008 e as novas regras já estão em uso, embora em caráter não obrigatório, desde 1º de janeiro de 2009.

O acordo também já foi ratificado por Cabo Verde (2006), São Tomé e Príncipe (2006), Guiné-Bissau (2009) e Timor Leste (2009). Moçambique e Angola ainda não ratificaram o documento.

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