sábado, 25 de abril de 2015

Pronomes Demonstrativos e Concordância Verbal


Que desvios, segundo a norma dita padrão, ocorrem no texto abaixo?

1. O primeiro desvio é facilmente identificado se associarmos as duas linguagens: a verbal e a não verbal.

Numa perspectiva espacial, o pronome demonstrativo de 1ª pessoa [ISTO] está sendo usado de modo inadequado, pois o objeto "livro" se encontra próximo do ouvinte ou interlocutor. Segundo a norma padrão, o pronome indicado deveria ser ISSO [2ª pessoa]. Veja o esquema abaixo:

1ª PESSOA - ESTE[S], ESTA[S], ISTO - o objeto se encontra próximo do falante ou locutor.

2ª PESSOA - ESSE[S], ESSA[S], ISSO - o objeto se encontra próximo do ouvinte ou interlocutor.

3ª PESSOA - AQUELE[S], AQUELA[S], AQUILO - o objeto se encontra distante do falante e do ouvinte.

2. O segundo desvio diz respeito à concordância verbal com o pronome apassivador SE. O verbo deveria concordar com o núcleo do sujeito "softwares".

"[...] que se INSTALAM novos SOFTWARES no Sistema Operacional cerebral!"

Prof. DiAfonso

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domingo, 5 de abril de 2015

Pontuação e Concordância Verbal


Que "apagão" o redator "provocou", segundo a norma padrão para textos escritos?

Na verdade, é possível elencar dois "apagões" provocados pelo redator:

- o primeiro diz respeito à ausência de vírgula para separar a primeira oração ["Há apagão do governo"] da segunda ["e oposição e PMDB sabe aproveitar"]. Como se sabe, o uso da vírgula antes do conectivo "E" [com valor de adição de ideias] é "desautorizado" em textos formais escritos. Entretanto, se houver - nas duas orações ligadas pelo "E" - sujeitos diferentes, emprega-se a vírgula separando a primeira da segunda.

É o que ocorre na manchete indicada para análise. Nota-se que, embora não exista sujeito na primeira oração [o verbo HAVER é impessoal], na segunda, o sujeito é composto ["oposição e PMDB"]. E, aqui, chega-se ao segundo "apagão":

- a segunda oração contém um desvio quanto à regra geral para sujeito composto anteposto ao verbo. Diz a norma que, sendo o sujeito composto e anteposto ao verbo, este deverá ir para o plural. Vê-se que a forma verbal "sabe" se encontra no singular.

Atualizando a machete de acordo com o que prescreve a norma para o emprego da vírgula entre orações e para a concordância verbal, teremos:

"Há apagão do governo, e oposição e PMDB SABEM aproveitar, diz cientista político"

Prof. DiAfonso

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quarta-feira, 18 de março de 2015

Qualqueres ou Quaisquer?


Plural do Pronome Indefinido QUALQUER

Formado pelo processo de composição por justaposição [QUAL + QUER], o pronome indefinido QUALQUER só deve flexionar o pronome QUAL, já que o último elemento da composição é um verbo:

QUAL ==> QUAIS
QUER ==> sem flexão

=
QUAISQUER.

Em quaisquer situações, devemos nos portar com altivez.

Prof. DiAfonso

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Por que PÃES e não PÃOS?


Plural de Substantivo em -ÃO

Apoiando-se nos estudos tradicionais ou na abordagem linguística dos fatos da língua, alguns dos mais importantes autores tratam o plural das formas em -ão, teorizando a partir de critérios diversos, ora pela via tradicional, ora pelos estudos linguísticos.

Aqui, cabe-nos apontar uma possibilidade não de todo descartada, ainda que baseada em estudos tradicionais, sobre o plural da palavra PÃO.

Segundo Napoleão Mendes de Almeida, em sua Gramática Metódica da Língua Portuguesa [curso único e completo] - 16ª ed., São Paulo; Saraiva, 1963 -, grande parte do léxico da língua portuguesa tem origem no latim vulgar [óbvio].

Baseado nisso, Napoleão Mendes vai buscar a formação do plural da palavra PÃO no latim e não na língua portuguesa. Dessa forma, a justificativa para o plural PÃES - e não PÃOS - estaria no próprio processo de pluralização dessa palavra e de outras na língua latina:

PANES [latim] => o N intervocálico desaparece ao passar sua nasalização para a vogal anterior: PA[N]ES = PÃES.

LEONES [latim] ==> LEO[N]ES = LEÕES

CANES [latim] ==> CA[N]ES = CÃES

Vale dizer que o critério adotado pelo referido gramático se apoia na abordagem diacrônica da língua, e isso, de certo modo, inviabiliza um tratamento didático eficiente, pois não se estuda mais a língua latina nas escolas.

Prof. DiAfonso

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Concordância Verbal


Que desvio de norma padrão, para textos escritos, pode-se verificar no texto verbal, presente na imagem?

A forma verbal TEM está em discordância com o sujeito ELAS. Aqui, um princípio básico de concordância entre verbo e núcleo do sujeito foi desconsiderado: 

O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e em pessoa.

  • Núcleo do sujeito: ELAS [3ª pessoa do plural]
  • Forma verbal: TÊM* [3ª pessoa do plural]
  • Elas têm veneno...

Note-se que este princípio foi respeitado em relação à forma verbal que se segue: [ELAS] CONTROLAM...

* TEM, sem acento circunflexo, representa a 3ª pessoa do singular. 

Prof. DiAfonso 

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Recursos Coesivos em Textos com Linguagem Mista


Que recursos de coesão foram empregados no texto verbal, presente na imagem?

Neste caso específico, os recursos coesivos são referenciais ou remissivos, isto é, dizem respeito ao fato de, numa determinada situação de comunicação, haver relação entre termos para que se preserve a continuidade textual ou, em outras palavras, para fazer com que o texto "ande", mantendo relações entre as ideias nele presentes.

A remissão - ou referência - pode ser anafórica [faz alusão a um termo anteriormente citado] ou catafórica [aponta para informações posteriores].

No banner, a coesão referencial se dá:

1. na relação entre o pronome ELAS e LAGARTIXAS. Aqui, evita-se a repetição de um termo já utilizado.

e

2. Na omissão do termo ELAS [LAGARTIXAS] para a forma verbal CONTROLAM. Esse recurso é denominado de Elipse.

Vale salientar que, por se estar diante de um texto com linguagem mista, pode-se estabelecer nexo coesivo mais amplo: as imagens da lagartixa devorando uma aranha e uma barata mantêm um elo coesivo com a linguagem verbal do período.

Prof. DiAfonso

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Uso do CUJO e Flexões


Como se sabe, o uso do pronome relativo CUJO e flexões [CUJOS, CUJA, CUJAS] é restrito a determinadas construções formais. O emprego do referido pronome, no trecho a seguir, encontra-se em conformidade com um determinado padrão normativo da língua?

"Empresa que é a protagonizadora do maior escândalo de lavagem de dinheiro da história, CUJO ajudou 8 mil brasileiros a sonegar impostos, alega crise financeira e deve deixar o Brasil"

O problema básico na construção com o uso do CUJO, no trecho acima, reside em não haver relação de posse no contexto.

Observe-se que, como bem colocou Nicola Ionata, um dos requisitos para o emprego adequado do CUJO [e flexões], a partir da ideia posse, é que o referido pronome tenha como antecedente e consequente um substantivo. Isso não ocorre. O consequente é um verbo ["ajudou"].

Para compreender o uso adequado de CUJO [e flexões], clique aqui.

Prof. DiAfonso

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